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Uma Critica a Modernidade liquida

     Venho através de este artigo discutir alguns pontos sobre a teoria do sociólogo Polonês Zygmunt Bauman, ao qual se discute sobre o fenômeno de liquefação social e suas repercussões para as vidas humanas nas suas diferentes esferas.     De acordo com Bauman, como conseqüência, vivemos um tempo de transformações sociais aceleradas, nas quais as dissoluções dos laços afetivos e sociais são os centros das questões. Segundo ele, a solidez das instituições sociais, (do estado de bem estar, da família, das relações de trabalho, entre outras) perde espaço, de maneira cada vez mais acelerada, para o fenômeno de liquefação.    Os valores antigos como o sistema paternal, a injeção do Estado como cura social e a harmonia social, não existem mais por causa de fatores como a modernidade, competição de mercado e o próprio individualismo humano que rompeu os traços da solidariedade orgânica que se torna mais orgânica ainda.   O termo indivíduo re...

Previdência Social: Quem pagará para nós no futuro?

    Esse artigo que comenta sobre a Previdência Social e como afeta a vida de todos nós. Foi escrita por um colega meu o Professor Eduardo, que gentilmente escreveu e me autorizou a publicar no meu blog. Previdência Social: Quem pagará para nós no futuro?   A dívida pública da maioria dos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, cresceu potencialmente nas últimas décadas, ameaçando as futuras gerações de ter o direito a um seguro de vida digno de boa qualidade que atenda as suas necessidades básicas quando as mesmas chegarem ao estágio da velhice.     A revolução tecnológica do último século trouxe grandes fluxos de capitais de modo que as pessoas, principalmente as de classe média, tenham mais acesso a bens de consumos privados como, por exemplo, serviços médicos de boa qualidade.     Vemos diariamente nos programas populares dos meios de comunicação de massa nacional uma severa crítica, de certo modo injusta, a real situa...

Um sociólogo não é necessariamente um socialista

   Eu gosto de me considerar um sociólogo e não um socialista, pois existem grandes diferenças entre um e outro. Um sociólogo estuda a sociedade e com os seus estudos tenta criar formas de melhorar o convívio em sociedade, o sociólogo precisa entender a sociedade e observar as diferenças e as disputas na sociedade e saber explicar as divergências. Um sociólogo precisa ser mais neutro possível, para não cair no senso comum ou em ideologias para defender a sua tese.     E um socialista é uma pessoa que crê em uma idéia utópica sobre o socialismo, uma sociedade governada e controlada pela sociedade, aonde tudo seria decidido pela sociedade, não haveria diferenças sociais, e sim a busca pela felicidade humana. Aonde todas as decisões de trabalho, educação, saúde, e etc. será a cargo do estado. Não haveria o mercado, toda a produção seria decidida pelo estado, aonde houvesse mais necessidade.    Um sociólogo é um profissional, uma pessoa que estudou para um...

De aliado à estorvo!

    Sempre gostei de política e suas aplicações na sociedade, mas o que esta me chamando muita a atenção ultimamente é o caso entre PMDB e PT, como que o PMDB se tornou de um ano para cá de maior aliado no governo Lula, para o maior estorvo no governo Dilma.     Ao se aliar ao PT, o PMDB diminui a sua força e sua influência no governo e em toda a sociedade, de maior partido do país, se tornou o segundo mais representativo, sem contar que perdeu governos estaduais, deputados federais e estaduais em todo o país. Mesmo elegendo a vice-presidente, o partido perdeu ministérios, por ser acusado de ser um partido antiético. Não podemos julgar o PMDB por alguns de seus lideres que foram acusados no passado, o partido tem grande força e influência na população, principalmente nas prefeituras, aonde o PMDB é mais forte, existem políticos com mais força e historia política no PMDB do que existem no PT e PSDB juntos, são políticos com raízes próximas a população, com h...

Não existe almoço gratis! Alguém sempre vai pagar!

    Hoje recebi um e-mail pedindo para eu assinar um abaixo assinado para que não houvesse o aumento da tarifa de ônibus no município de São Paulo. Eu respondi ao remetente que não assinaria e que não concordo com a posição dele, que mesmo achando que a tarifa de ônibus esteja cara, não acho correto esse tipo de manifesto. Eu como sociólogo, sempre observo os dois lados, e sei que o município subsidia uma boa parte do transporte publico, e que se esse aumento não fosse repassado pela população em forma de tarifa de transporte, seria mais prejudicial ainda, pois se o município arcasse com esse aumento, por causa dos aumentos anuais de combustível, aumento de salário dos funcionários, manutenção e ampliação do transporte. O que aconteceria? O município teria que tirar recursos de outras áreas para subsidiar o transporte, como a educação, saúde, e etc.     O engraçado que o remetente do e-mail ainda me retorna para eu ler autores clássicos da sociologia como Aristó...

LIBERDADE POLITICA SOCIAL: Uma discussão sobre o branqueamento do Brasil. Com...

LIBERDADE POLITICA SOCIAL: Uma discussão sobre o branqueamento do Brasil. Com... : " Um dos desconhecimentos da sociedade que mais me incomoda é saber que as pessoas não conhecem a sua historia e a historia do se..."

Uma discussão sobre o branqueamento do Brasil. Como a cor de um país mudou tanto?

   Um dos desconhecimentos da sociedade que mais me incomoda é saber que as pessoas não conhecem a sua historia e a historia do seu país, e com isso acabamos criando um senso comum muito forte que acaba criando pré-conceitos de varias formas.    Estou lendo o livro 1822 de Laurentino Gomes, e no prefacio, ele fala que em 1822 a população brasileira era praticamente negra e mestiça, a cada 3 habitantes, 2 eram negros, pardos, mestiços e índios. Como o Brasil passou de uma população de maioria negra para a maioria branca?    Algumas pessoas por simples desconhecimento vão achar que foi por causa da imigração européia, mas na realidade foi muito anterior à imigração, houve sim um processo de branqueamento do Brasil, idealizado e financiado pela coroa brasileira.    No próprio livro de Laurentino Gomes, ele relata que já havia uma preocupação muito grande de revolta dos nativos (escravos) que por ser maioria no país, poderiam tomar o poder, por sorte...